Não é um “adeus”…

Recentemente, fiquei sabendo que o WordPress irá excluir alguns blogs ‘gratuitos’. Sim, o Escrevendo-Te sairá do ar. Mas, estou montando uma nova casinha para ele e espero ver todos vocês lá, ok?! =) Foi só um aviso prévio. Em breve postarei o novo link 😀

A Beleza de Ser Diferente

Você já parou para olhar à sua volta? A sociedade se preocupando com o que foge do padrão, que não enxergam a beleza da individualidade, a beleza de ser único. Cada um com suas manias, caprichos, gestos e incertezas que significam mais do que aparências forjadas. Cada qual com sua essência, algumas resumidas em olhares distantes e outras em andares leves. A individualidade é uma das coisas mais belas que o ser humano leva consigo. Significa ver cada detalhe com diferentes emoções. Posso olhar para o céu neste instante, encontrar uma nuvem um tanto engraçada e ligá-la à um pássaro feito de algodão. Outros irão olhar para a mesma nuvem, mas talvez não à relacionem a nada. Afinal, é só uma nuvem. A beleza está no olhar de quem vê.

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Teve um momento em minha vida na qual me senti uma estranha em meio a multidão. Dessas que não se encaixa em grupos sociais, que não possui amigos e que tem um gosto musical horrível para os que preferem sertanejo. Sempre fui a ‘nerd’ da turma, a ‘certinha’. Me sentia a pessoa mais desengonçada do mundo. Queria ter a visão perfeita, ser mais magra, ter um cabelo bonito.

A medida que você cresce, percebe que essas metas não são realmente necessárias. Cresci um pouco, aliás sou como qualquer um, mal consigo acertar uma cesta de basquete. Consegui emagrecer, ter um corpo saudável. Meu cabelo, enfim, resolveu tomar um rumo. A única coisa que não mudou, é a minha visão, continuo à usar os terríveis óculos. Para ser sincera, meus graus aumentaram de uns tempos pra cá, mas agora estão se estabilizando o que é algo bom. Meu corpo anda mais amigável comigo, aliás, a menina que descrevi também. Ainda costumo conversar com ela de vez em quando, fazer perguntas fúteis e esperar uma resposta convicente. Sinto falta dela, da inocência, do brilho nos olhos de quem pouco sabe sobre a vida, das mãos tremulas que por acaso ainda me acompanham quando preciso fazer uma apresentação. Daquela coisa pequena que não fazia ideia de onde queria chegar.

Depois de uma certa experiência entre você e o destino, ou seja lá como queira chamar, as ideias do que é preciso ou não seguir se evaporam. Ser diferente é algo lindo. Fico pensando o que as pessoas tem na cabeça quando falam, por exemplo, que alguém é estranho. Será que se referem a forma de andar? Será que é por causa do cabelo colorido? Será que uma calça também diz sobre o seu caráter? Sempre que me falam sobre padrões, imagino toda a população do mundo com uniformes idênticos. Não vejo graça alguma, é algo por qual jamais irei me interessar.

Apesar dos julgamentos e ofensas, sempre irei apoiar a individualidade, a beleza de ser diferente. Cada qual com sua estranheza. Cada essência com seu próprio critério. Obviamente sempre haverá uma crítica, seja ela ruim ou construtiva, alguém que insistirá que tudo está mudado para pior, mas cabe a você decidir quem quer ser. Já imaginou uma população de cópias? Se todos fossem iguais, como reconheceria alguém? Respondendo à está pergunta, talvez seria mais fácil guardar nomes. Não dizem por aí que ruivos são mais bonitos? Sabem o motivo? Porque são raros, são únicos.

Passando por acaso…

Como devem ter percebido, ultimamente não venho publicando muito aqui no blog. Pois bem. O motivo real sobre o ocorrido, é que as minhas aulas estão voltando e não terei tanto tempo para postar aqui. Assim, fazemos o seguinte: todas as segundas, quartas e sextas-feiras terá novas postagens, está bem? Desta forma temos um cronograma exato e vocês saberão os dias em que eu irei postar algo novo.

Foi um post bem rapidinho, só para explicar mesmo. Estamos entendidos? Espero que sim.

Um beijo, um queijo e tchaaau! 😀

Autoria do Leitor: Sentimentos contraditórios

Estes dias, uma leitora assídua do blog me chamou em uma das redes sociais e começamos a conversar. Confesso que fiquei um tanto surpresa com suas palavras e também com o seu pedido. A mesma, a qual não deseja ter seu nome exposto, me pediu para publicar um texto de sua autoria. O texto na verdade é um desabafo, um reflexo de tudo o que ela sente. Assim, tanto eu quanto ela, esperamos que gostem.

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“Doeu tentar esquecer você. Mas doeu mais ainda quando eu consegui e você voltou. Voltou com toda sua força, destruindo minhas barreiras. Eu achei que tinha conseguido, e eu realmente tinha conseguido, mas você com apenas palavras abriu meu coração. Mesmo com essa distância eu ainda consigo sentir você, mas você me machuca, pois seus sentimentos são distante de mais.

Minha dor me sufoca. Quero sentir seu cheiro, seu toque. Por mais que eu diga que essa distância não machuca, ela machuca,  me destrói aos poucos. Sinto um vazio em mim. Mas nós, ainda vamos nos encontrar, mesmo que demore anos ou talvez décadas….você é  minha missão.”

Anônimo.

{TAG}: 10 Coisas que Amo e Odeio

Já devem ter notado que não tenho muito o costume de responder tags, sempre as considerei um tanto superficiais e desnecessárias, principalmente aquelas que não são voltadas à algo em específico e misturam diversos itens fúteis. Porém, estes dias, uma leitora me sugeriu responder uma que consiste em listar 10 coisas que amo e 10 coisas das quais não suporto. Confesso que chamou minha, vi que ela já está ativa há algum tempo, achei interessante e vim compartilha-lá.

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Sempre apoiei atos que aproximam os leitores dos escritores, acho que quando passamos a conhecer melhor a pessoa com a qual estamos lidando, tudo fica mais fácil e esclarecido. Apesar de ser uma forma de interação baseada em questões pessoais, entra aquela coisa de “nossa, temos isso em comum” ou “poxa, não sabia que gostava disso, eu também gosto”, o que é engraçado e de certa forma interessante, pois assim cria um clima de descontração entre o escritor e seus leitores. Então, sem mais delongas, meus itens. Ideia de criação: Cherry Cookie

10 COISAS DAS QUAIS AMO

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1. Amo escrever. Sem uma explicação concreta, este sempre será o primeiro da lista por motivos óbvios. Desde que me conheço por gente, adoro poder colocar em um papel tudo aquilo que está guardado dentro de mim e expressar minhas emoções.

2. Amo morango. Sim, desse jeito bobo mesmo e sem um motivo, apenas é minha fruta preferida e sempre estará entre minhas preferências.

3. Amo doce. Adoro salgado, mas o doce sempre irá fazer meus olhos brilharem mais. Se for para escolher entre uma coxinha e um beijinho, por exemplo, obviamente irei escolher o beijinho.

4. Amo ler. Há muitas vezes em que preciso sair da realidade, me libertar do que me rodeia por algumas horas. Assim a leitura é o meu único refúgio. A única que me permite entrar em mundos diferentes, vivenciar histórias e ser um personagem.

5. Amo filmes e desenhos de animação. Sou quase uma criança feliz quando paro para assistir uma animação, por exemplo. Faço questão de imitar alguns personagens e gravar algumas falas. Não precisa nem ser uma animação, qualquer programa da Disney me diverte.

6. Amo música. Sou aquele tipo de pessoa que sempre está com seus fone de ouvido e playlist por perto. A música está em minha vida durante 24 horas por dias, podem acreditar. Música é vida.

7. Amo ironias. Pode ser um item estranho para se colocar em uma lista de coisas para amar, mas somente quem convive comigo sabe o quanto eu gosto de usar a ironia, principalmente em momentos de fúria ou impaciência. Quem nunca fez isso? Enfim.

8. Amo sinceridade. Algo que eu não tolero ao meu redor é falsidade e hipocrisia. Pessoas sinceras e espontâneas me encantam.

9. Amo comer. Parece algo fútil e estranho, mas é verdade. Adoro degustar pratos diferentes, e tenho um total encanto pela culinária mexicana e italiana.

10. Amo chuva. Há quem diga que sou uma pessoa de alma pesada por isso, pois todos preferem os dias bonitos e ensolarados. Não é que eu não goste, somente prefiro dias chuvosos. De certa forma ver os pingos escorrendo pela janela, sentir o cheiro da terra molhada e o vento batendo sobre meus cabelos me acalmam.

10 COISAS DAS QUAIS ODEIO

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1. Odeio mentiras. Seja pequenas, médias, grandes ou da itensidade que for, não entram em meu vocabulário e muito menos em minha vida. Mas para ser sincera, adoro quando sei de algo errado e alguém insiste em dizer o contrário. É maravilhoso ver que a mentira tem perna curta.

2. Odeio indiferença. Isto é algo que acaba com a minha paciência. Sou a favor do famoso “se você quer, então faça, se não quer, não faça”. Detesto quando entram no típico  joguinho de tratar a pessoa bem em um dia e ignorá-la no outro.

3. Odeio brigas e discussões. Prefiro não entrar em detalhe, é algo tão ruim que fala por si próprio.

4. Odeio arrogância. A frase limite da minha paciência: “eu sou melhor que você”. Isso acaba comigo. Não há melhores ou piores, todos são o reflexo de suas escolhas.

5. Odeio cobras. Tenho um pavor absurdo de cobras, sejam do tamanho e espécie que for. É uma fobia, não posso pensar em uma que logo entro em pânico.

6. Odeio pizza. Sim, foi exatamente isto que você leu. Desde pequena nunca gostei de pizza, e sempre que tentava comer um pedaço se quer, meu estômago não aceitava.

7. Odeio fofoca. Cada um sabe de si, isso é uma regra simples que todos deveriam saber por conta própria. Como blogueira, sempre aviso aos desavidos que um furo não gera matéria.

8. Odeio grosseria. Sou a favor do “gentileza gera gentileza”. Trate os outros como você gostaria de ser tratado.

9. Odeio ser mandada. Algo que me irrita. Meu jeito, minhas manias, minhas regras.

10. Odeio calor. Sim, é algo a mais para incrementar na lista de coisas que me irritam. A alta temperatura me deixa de mal humor, confesso.

Não, eu não coloquei minha família, meus amigos, meus mimos e afins, porque são pontos super importantes para mim que superam qualquer preferência. Enfim, espero que tenham gostado de me conhecer um pouco mais. 🙂

Coração de Cristal

Já tentei começar este texto de diversas maneiras, porém admito que nenhuma delas foi digna do que eu realmente gostaria de escrever. O problema, querido, é que as palavras andam escassas por aqui e não me ajudam mais como deveriam. Para ser sincera, ultimamente elas estão me machucando muito, estão  me sufocando de certa forma. A escrita não me liberta desse momento, pois a saudade e o medo falam mais alto do que qualquer outra emoção. Não vim falar de coisas desagradáveis, e sim reafirmar tudo aquilo que já sabes há tempos, ou que sempre soubestes. Tenho desejado que tudo fique bem, que os dias voltem a brilhar como antes. Que tudo volte a ser mais colorido, assim como o brilho em seu olhar.

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Tanto eu quanto você sabemos que o destino prega suas peças de vez em quando, mas também acreditamos que a vida possuí uma beleza extraordinária, principalmente para quem entende o seu significado, portanto, penso o quanto tudo isto é pouco em meio à um sorriso seu visto através de uma simples tela de computador. Suas palavras de carinho, são a solução para todos os meus problemas. Seus abraços imaginários me confortam, mesmo que nunca tenha os sentidos e que isso leve décadas para se realizar, ou que talvez nunca venha à acontecer, prefiro manter minha esperança viva e os esperar. Sua voz um tanto grossa em meio ao telefone, sempre me acalmaram, é o meu maior refúgio. Sinto que te tenho por inteiro, mas mesmo assim me escapas.

Confesso que o medo de não fazê-lo bem , não o transmitir tudo aquilo que precisa percorre em meu interior, fazendo com que eu me desespere e pense em me afastar de ti. Mas o amor que sinto é maior, e me impede de tomar esta atitude. Mas dizem que o amor é como um pássaro, não? É como uma pluma que flutua, flui naturalmente com o vento e que por vezes para em algum cantinho, permanecendo no mesmo até que a retirem. Não é baseado em cadeados ou sete chaves, e sim em amor, cuidado, carinho. É como uma simples muda plantada em um vaso, tudo precisa ser na medida certa, caso contrário, ela nem se desenvolve. O amor é tudo isso, depende somente da maneira na qual o enxergamos. Não é força do destino, ou muito menos de nossos traços astrológicos que dirão o que é isso. Nunca sabemos o que temos.

Digo que você é uma daquelas coisas boas que a vida não nos mostra duas vezes. Faço questão de aproveitar cada minuto, cada segundo. Te espero aqui sentada em meio à tela do computador para que você volte logo, e que possamos fugir para uma cabana na floresta, mas não esqueça o champagne, ele é essencial, se recorda? Seus sonhos se tornarão realidade em um futuro não tão distante, e é um tanto fútil rir à toa enquanto me lembro disto. Não brigue comigo, não tenho certeza se já te perguntei para onde gostaria de ir após a tão esperada valsa nupcial, mas prometo deixar você escolher o lugar. Pelo que me lembro, te devo um pote com balas e você uma maçã do amor, então peço que não demore, está muito frio aqui e preciso de um abraço seu.

Sou uma fútil sentimental, sim, eu sei. Mas juro que estou aprendendo bastante sobre este sentimento, você é e tem sido um ótimo professor, e lamento te dizer, mas meu coração clama para que continue sendo. Confesso que nunca fui de acreditar em amor à primeira vista, mas acredito em amor às primeiras palavras. Você surgiu em um momento inesperado, me pegou de surpresa. Mas sabe de uma coisa? Foi o melhor inesperado que me aconteceu. Dizem que a distância só é um problema para quem precisa da presença para confirmar o que está dentro do coração, e acredito nisso. Você transborda meu coração, e lamento não poder lhe entregar todo este amor que guardo em mim.

Estranhos pela rua

 Tenho um velho hábito de me encantar pelas pessoas, me render a observá-las por diversos ângulos. Enquanto caminho pelas ruas, vou admirando cada detalhe que as fazem diferente, únicas e provavelmente indecifráveis. Muitas vezes já cheguei à pensar em pará-las, perguntar sobre o que as aflige ou o que as deixam contentes, mas nunca o fiz, tenho um certo receio, medo. Ao mesmo instante em que quero mergulhar nos olhos da alma de cada uma delas, quero fugir por medo do que posso encontrar lá dentro, bem no fundo. Talvez este seja o meu obstáculo, o motivo pelo qual nunca fiz alguma loucura.

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Prefiro acreditar que cada pessoa leva com sigo um cadeado extremamente secreto, daqueles que somente podem ser abertos com a ajuda de um bom detetive, ou, no caso, uma chave. Parece um tanto bobo pensar assim, mas já imaginou desvendar cada pedaço de alguém? Reconhecer os temores e amores, as feridas e cicatrizes. Queria ter uma chave dessas, sairia em busca de alguém que se deixasse ser transparente e que me desse a oportunidade de visualizar por completo seu interior. Revirar os espaços vazios e quem sabe poder preenchê-los. Quem me dera ter o mundo em mãos.

Em um dia desses, encontrei um estranho qualquer segurando uma caixa de madeira, talvez guardara algo valioso, ou usasse somente como um enfeite. Na verdade, eu estava enganada. O pobre homem, que após o ocorrido não me parecia tão pobre assim, caminhara até a praça central e abriste a caixa. Incontáveis pombas brancas saíra da caixa e voaste à céu aberto. Acredito que nunca irei compreender o que há na mente das pessoas, ou no coração. Sinto que estou contra o vento, tentando entender coisas incompreensíveis e me sentido desorientada em meio a uma conclusão banal. Mas mesmo assim ainda gosto de admirar as pessoas caminhando e cantarolando, como se não possuísse problemas. Gosto dos que sentam no banco da praça, contando histórias jamais imaginadas para crianças que por ali passam. 

Desde pequena, sempre ouvi falar que era inconveniente ficar olhando para os outros diretamente, então aprendi a ser discreta, pois nunca ninguém me disse que era proibido observar. Assim, seguindo esta minha habilidade não tão rara, comecei a prestar atenção em cada um que encontro no caminho. Para mim não são estranhos tão estranhos assim. Estranhos que cumprimentam à mim e uns aos outros por educação, ou que me olham com desprezo como quem diz que eu deveria cuidar da minha vida. Mal sabem que estou cuidando, muitas vezes espontâneamente, mas cuido. Não os admiro por curiosidade ou por intuitos baratos, mas sim pelo que levam, pela maneira como caminham, como soltam as palavras. Os admiro por amor.

Em um dia qualquer ainda me atrevo a parar alguém na rua, não dizer uma só palavra, fixar meu olhar naquele indivíduo que o faça desviar. Que o faça ser natural, espontâneo. Muitos podem pensar que estou louca, fora de si, pois ninguém em sã consciência uma coisa destas. Sinceramente eu não faria, não neste mundo. Me realizo ao gravar rostos em minha mente, e criar histórias fictícias, gosto de imaginar coisas talvez impossíveis de acontecer, gosto da fantasia. Possivelmente ainda tenho uma lista repleta de possibilidades, o que me leva a concluir que jamais deixarei de contemplar os estranhos na rua. Eles me olham de volta, criam um quadro sobre mim. De certa forma, eu os assombro.